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Sob a Lua de Câncer, Mateus Aleluia eleva o amor à categoria de ritual sagrado

Redação Recifes
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Sob a Lua de Câncer, Mateus Aleluia eleva o amor à categoria de ritual sagrado

Não é coincidência que um artista como Mateus Aleluia escolha o coração do verão austral — pleno de Câncer — para apresentar um show solo de voz e violão. O signo regido pela Lua é o território das memórias que não envelhecem, das emoções que pedem passagem e do amor que se recusa a ser pequeno. No Teatro Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro, na noite do último sábado, o cantor baiano de 82 anos habitou cada uma dessas dimensões com uma naturalidade que só vem de quem fez as pazes com o próprio tempo.

Câncer é o signo que sente antes de pensar, que guarda antes de descartar, que nutre antes de exigir. Numa época em que tudo é descartável e acelerado, assistir a Mateus Aleluia cantar é quase um ato de resistência cósmica. Sua presença em cena não competiu com o relógio — ela simplesmente o dissolveu. Para quem conhece a linguagem dos astros, isso tem nome: é a vibração lunar em seu estado mais puro, aquela que convida o ser humano a desacelerar e se reconectar com o que é essencial.

O repertório solo, com voz e violão, funcionou como um mapa afetivo construído ao longo de décadas. Cada canção pareceu nascer de um lugar onde Vênus e a Lua se encontram: a sensibilidade de quem ama profundamente aliada à sabedoria de quem já atravessou muitas estações. Em astrologia, esse encontro entre os dois astros costuma marcar momentos de revelação emocional — e foi exatamente isso que o público carioca experimentou naquela noite.

Para os signos de água — Câncer, Escorpião e Peixes —, um espetáculo como esse funciona como um bálsamo direto na alma. Mas a verdade é que a nobreza do amor cantada por Mateus Aleluia não tem signo exclusivo: ela fala para qualquer pessoa que, em algum momento, sentiu que o afeto é a única força que realmente importa. Os astros podem sinalizar o caminho, mas é o artista quem nos lembra que o destino final é sempre o coração.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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