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Um ano depois, metade dos fugitivos do presídio de Rio Branco ainda está solta

Redação Recifes
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Um ano depois, metade dos fugitivos do presídio de Rio Branco ainda está solta

Passado mais de um ano desde a primeira grande fuga registrada em 2025 no sistema penitenciário do Acre, o Complexo Penitenciário de Rio Branco ainda convive com o fantasma de cinco detentos que continuam soltos. A evasão ocorreu no dia 19 de junho de 2025, quando nove presos conseguiram deixar a unidade, expondo fragilidades na segurança do local.

Das nove pessoas que escaparam naquele dia, quatro foram recapturadas ao longo dos meses seguintes. Os outros cinco, no entanto, seguem foragidos, sem paradeiro confirmado pelas autoridades. A persistência da situação levanta questionamentos sobre a efetividade das operações de busca e a capacidade do Estado em controlar detentos que representam risco à sociedade.

Consultado sobre o andamento das buscas, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que, uma vez que um custodiado deixa o controle do órgão, as diligências para sua localização passam a ser coordenadas pelas forças de segurança pública estaduais e federais. A nota não detalhou ações específicas nem prazos para o encerramento das buscas.

A situação reacende o debate sobre as condições estruturais das unidades prisionais no estado. O Complexo de Rio Branco, assim como tantos outros estabelecimentos pelo país, enfrenta problemas históricos de superlotação, falta de investimento em infraestrutura e carência de pessoal especializado, fatores que, segundo especialistas em segurança pública, contribuem diretamente para ocorrências como essa.

Enquanto as investigações prosseguem e as buscas continuam abertas, famílias de vítimas de crimes anteriores cometidos por alguns dos foragidos vivem sob a sombra da insegurança. O caso serve de alerta para a necessidade urgente de reformas no sistema carcerário acreano e de maior integração entre os órgãos responsáveis pela custódia e pela segurança pública no estado.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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