Há algo profundamente simbólico no fato de uma das maisons de Champagne mais icônicas do mundo carregar o nome de uma mulher. Barbe-Nicole Ponsardin, a viúva Clicquot, tomou as rédeas dos negócios da família no século XIX em uma época em que isso era, no mínimo, subversivo. Mais de dois séculos depois, a grife que ela ajudou a construir segue honrando esse legado ao colocar no centro do palco as empreendedoras que estão fazendo história no Brasil.
O Bold Woman Award 2026, premiação global da Veuve Clicquot dedicada a lideranças femininas nos negócios, está com inscrições abertas para a edição brasileira. Até agosto, empreendedoras de todo o país podem submeter suas candidaturas e concorrer ao reconhecimento de uma das marcas mais respeitadas do universo das bebidas premium. O prêmio é dividido em categorias que contemplam tanto trajetórias consolidadas quanto negócios em estágio de crescimento, ampliando o leque de vozes que podem ser celebradas.
Mais do que uma estatueta ou um título, o Bold Woman Award funciona como uma vitrine global. As vencedoras brasileiras passam a integrar uma rede internacional de mulheres que lideram com coragem, inovação e propósito — o mesmo espírito que a maison reivindica desde quando Barbe-Nicole decidiu não vender a empresa após a morte do marido e, em vez disso, revolucionou a produção de Champagne. É uma história que ressoa especialmente bem em um Brasil onde o empreendedorismo feminino cresce a passos largos, ainda que frequentemente à margem dos holofotes.
Para se inscrever, as candidatas devem atender aos critérios estabelecidos pela organização do prêmio e apresentar suas iniciativas dentro do prazo estipulado. O processo seletivo considera aspectos como impacto no setor de atuação, potencial de inovação e a capacidade de inspirar outras mulheres. Uma taça de Champagne levantada para quem tem a audácia de liderar — essa é, em essência, a proposta da Veuve Clicquot ao mundo.