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Wagner corre ao STF para barrar operação que vasculhou sua casa

Wagner corre ao STF para barrar operação que vasculhou sua casa
<p>A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) foi às pressas ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (22) pedir que a Corte invalide a decisão judicial que permitiu à Polícia Federal revirar sua residência. O recurso mira diretamente a legalidade da autorização que embasou as buscas, tentando apagar os efeitos jurídicos da diligência antes que qualquer material eventualmente apreendido possa ser usado contra o parlamentar.</p><p>Wagner foi incluído na lista de alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF na quinta-feira (18). A ação faz parte de um desdobramento investigativo de fôlego que já acumula oito etapas anteriores, e desta vez chegou ao endereço de um dos nomes mais próximos ao presidente Lula no Congresso — o senador ocupa a liderança do governo no Senado, função estratégica para viabilizar a agenda do Palácio do Planalto na Casa Alta.</p><p>A movimentação jurídica da defesa é a resposta mais rápida possível ao constrangimento político e institucional gerado pela operação. Ao contestar a validade da busca antes mesmo de qualquer indiciamento formal, os advogados apostam na nulidade processual como escudo: se o STF derrubar a autorização original, os itens coletados perdem valor probatório e a investigação sofre um revés significativo.</p><p>O episódio escancara mais uma vez a tensão permanente entre o Executivo e o aparato de controle do Estado. Com o seu líder no Senado na mira de uma investigação federal, o governo Lula enfrenta um desgaste político no momento em que precisa de todos os votos disponíveis para aprovar pautas prioritárias. A resposta da Corte ao recurso de Wagner será um termômetro importante sobre o espaço que o STF está disposto a dar à PF neste capítulo da operação.</p>
Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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